Colasanti e Failla defendem o binômio família-escola na formação de leitores

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A importância estratégica do binômio família-escola na formação dos leitores dominou as palestras de Zoara Failla, coordenadora do Instituto Pró-Livro, e da escritora Marina Colasanti, na abertura do I Fórum do Livro e da Leitura – Região Oeste, em Chapecó, nesta terça-feira (10). “A escola pode transformar a leitura em uma prática pouco atrativa, por torná-la muito didática. É preciso mostrar que ler é algo agradável, onde se adquire conhecimento de forma vertical, em uma sucessão de descobertas”, considerou Colasanti, com mais de 80 livros publicados e reconhecida com nove prêmios Jabuti de literatura.

Zoara Failla, que dirigiu a pesquisa Retratos da Leitura, lembrou que os pais podem atribuir um sentido afetivo aos livros. “Ler para as crianças antes da alfabetização, presenteá-las com livros e, sobretudo, ler junto com elas, gera uma memória muito positiva na primeira fase da vida e certamente será perene”, explicou.

Os indicadores da leitura no Brasil são aterradores: a pesquisa do Pró-Livro detectou que 64% dos alunos na faixa etária entre cinco e 17 anos não leram nenhum livro por iniciativa própria, apenas motivados pelo dever escolar, e que 75% dos brasileiros nunca entraram em uma biblioteca. “É plenamente possível reverter esse quadro, mas será impositivo uma ampla articulação entre o poder público das três esferas, instituições privadas e ONGs, ‘costuradas’ por uma política em favor do livro e da leitura”, resumiu José Paulo Teixeira, coordenador do Fórum Catarinense do Livro e da Leitura.

O evento reuniu mais de 500 profissionais e voluntários das áreas de educação, cultura e da cadeia produtiva do livro, com apresentação de experiências para disseminar a leitura e a elaboração da carta compromisso com o tema do evento, que será encaminhada às prefeituras da região oeste catarinense.

O  I Fórum do Livro e da Leitura – Região Oeste é uma realização do Fórum Catarinense do Livro e da Leitura, Instituto Parati, secretarias de Cultura de Chapecó e de Educação de São Lourenço do Oeste e Federação Catarinense de Municípios (Fecam).

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